Habitat para a Humanidade fecha parcerias para construção de moradias dignas, acessíveis e ecologicamente corretas na cidade do Guarujá, em São Paulo

Praia da Pitangueiras :: Foto por Prefeitura do Guaruja

Guarujá é uma cidade turística dotada de uma das mais belas paisagens do litoral paulista. Porém, com o aumento acelerado do número de moradias inadequadas na região, a qualidade de vida de muitas famílias e o próprio meio ambiente começaram a ser colocados em risco. Atualmente, o déficit habitacional total é de 10 mil unidades, o que equivale a 8% da população residente na cidade. Hoje, a grande maioria dessas pessoas possui um rendimento mensal de até dois salários mínimos, provenientes, em sua maioria, de atividades sazonais realizados durante finais de semana e temporada de verão, como serviços gerais (pedreiros, encanadores, eletricistas, diaristas, etc.) e comércio ambulante.

Muitos moram em áreas insalubres, margeando córregos, ribanceiras e áreas de encostas de morros, e, conseqüentemente, além de terem sua própria saúde e bem estar prejudicados, trazem sérios danos para o meio ambiente. A situação é ainda pior para algumas famílias que estavam assentadas à beira do rio Acaraú: suas casas eram de madeira, feitas de um modo muito simples e frágil, tendo sido completamente destruídas após longos períodos de chuvas e enchentes. A correnteza aos poucos carregou partes da construção, palafitas de cerca 35m2, com apenas 1 cômodo, que abrigavam até 10 pessoas neste mesmo espaço. Por conta disso, essas famílias estão temporariamente vivendo em locações sociais.

Foto por Prefeitura do Guarujá

Neste contexto, Habitat para a Humanidade Brasil está unindo esforços com a Dow Química, importante multinacional fornecedora de materiais plásticos, químicos e agroindustriais, Escola Graduada de São Paulo, Prefeitura do Guarujá e Caixa Econômica Federal para viabilizar a construção de 32 soluções habitacionais dignas no bairro Pae Cará, município do Guarujá, litoral central do Estado de São Paulo. O projeto teve início em setembro de 2007 e tem previsão de duração de 1 ano. Esta ação, que conta também com o apoio de Igrejas Nacionais e Internacionais e da comunidade local, irá refletir positivamente na educação, saúde, inclusão social e bem estar das famílias atendidas.

Para o processo seletivo dos beneficiários, foram considerados preferencialmente os idosos, as pessoas com deficiência e aqueles cujas casas já não tinham mais condições de habitabilidade segura. Os lotes foram doados às famílias pela Prefeitura da cidade e o terreno, localizado fora da área dos manguezais, possui toda a infra-estrutura básica necessária, como sistema de água, esgoto, energia elétrica, ruas asfaltadas, coleta de lixo e transporte coletivo.

Semanalmente, Habitat para a Humanidade Brasil vem capacitando as famílias sobre os aspectos da construção em mutirão e o conceito de se viver em comunidade e, além disso, está estabelecendo em conjunto as atividades que elas irão desenvolver ao longo do processo construtivo. Em seguida, começarão a ser organizadas as aulas de Alfabetização Financeira, muito importante para ajudá-los não só na administração do orçamento familiar, mas também para conscientizá-los sobre os deveres de cidadãos, como, por exemplo, a obrigação de pagamento de taxas e impostos.

O modelo da casa, com aproximadamente 42m2, considera condições de conforto e acessibilidade. De acordo com os princípios e conceitos da arquitetura bioclimática do desenvolvimento sustentável, a construção irá utilizar a coordenação modular dos tijolos ecológicos, priorizando o emprego de materiais locais de baixo consumo energético e pouco impacto ambiental na sua produção. Este processo construtivo é limpo, racional, seguro e ergonômico e gera como resultado a ótima organização do canteiro, a quase total eliminação de resíduos e entulhos da obra e o acabamento impecável. Será a primeira vez que Habitat para a Humanidade Brasil implementa essa tecnologia de construção em seus projetos.

O terreno de 1.915 m2 comporta a construção de oito blocos prediais, com quatro unidades habitacionais cada um, além de uma área comum de lazer, estacionamento privado, arborização e dois bicicletários para o principal meio de transporte na cidade. O projeto será dividido em três etapas: a primeira corresponde a 8 unidades habitacionais, que começam a ser construídas em novembro de 2007, com previsão de entrega das chaves em fevereiro de 2008. A segunda etapa será realizada na Quaresma de 2008, durante o Projeto 40 Dias de Solidariedade, e serão construídos mais cinco blocos prediais, para atender a outras 20 famílias no total. Os últimos dois blocos estão previstos para serem construídos entre junho e agosto de 2008.

A Caixa Econômica Federal, mediante convênio com Habitat Brasil, irá fornecer um subsidio de aproximadamente 50% do valor da unidade habitacional, o que corresponde a cerca de R$ 14.000,00 para cada família. O valor complementar ao custo total da casa somado aos custos indiretos (logística, acompanhamento técnico e social, estudos, documentos, assessorias, etc.) será arrecadado por Habitat Brasil junto a seus parceiros. Com esse recurso mais o subsídio governamental, será possível reduzir o microcrédito a ser concedido para as famílias para apenas R$ 3.000,00, as quais poderão efetuar o pagamento em até 72 parcelas mensais corrigidas monetariamente, desde que o valor não ultrapasse 20% da sua renda familiar. Esse montante será depositado no Fundo Rotativo Solidário da organização que, por sua vez, será aplicado na construção de mais soluções habitacionais dignas para outras famílias em necessidade de moradia digna no território nacional.

O início das construções será marcado por um grande evento de voluntariado patrocinado pela Dow Química. No dia 23 de novembro, cerca de 200 funcionários da empresa estarão mobilizados no canteiro de obras no Guarujá e irão atuar em mutirão juntamente com as famílias. Eles participam tanto da construção das primeiras casas como da manutenção da creche da comunidade. Também estarão presentes nesta ocasião membros do Governo Municipal, representantes da Caixa Econômica Federal e de Habitat para a Humanidade Brasil.

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Acordo entre CELPE e Habitat para a Humanidade ajuda a reduzir custo com energia elétrica para os moradores de Varjada

Foto por Habitat para a Humanidade Brasil

A CELPE, empresa responsável pela distribuição de energia elétrica no Estado de Pernambuco, está realizando diversas ações sociais na comunidade de Varjada. A atuação da CELPE na comunidade é fruto de uma aliança com Habitat para a Humanidade Brasil para promover o desenvolvimento sustentável da comunidade rural de Varjada, atendendo a todas as famílias da região, mas priorizando as que participam do projeto. Apesar de o termo de parceria entre a empresa e a organização estar previsto para ser assinado somente na segunda metade de novembro, a CELPE já vem promovendo atividades sociais de maneira articulada com a organização.

No último dia 29, funcionários da empresa distribuíram e instalaram cerca de 450 lâmpadas fluorescentes em substituição às tradicionais incandescentes para as famílias residentes das casas Habitat, numa tentativa de minimizar as despesas domésticas com a redução da conta de energia. Na mesma ocasião, foi realizado um cadastro das famílias registradas em programas sociais do Governo Federal, como o Bolsa Família, por exemplo, e que, por isso, terão acesso à cobrança de Tarifa Social*.

Ainda pensando na economia de energia elétrica, estão sendo organizados cursos educativos para ensinar a comunidade sobre outras formas de melhor aproveitar a energia doméstica. A empresa também fornece a mão de obra para a instalação e/ou regularização de toda a fiação elétrica da casa e, para aqueles em débito com a companhia, está sendo feito um processo de reavaliação da situação financeira familiar e reativação de suas contas através do sistema de parcelamento.

A primeira ação da CELPE na comunidade foi a instalação do sistema de energia elétrica e, posteriormente, a quase eliminação das ligações irregulares. Em contrapartida, Habitat para a Humanidade Brasil, através de seu curso de Alfabetização Financeira, conscientizava os moradores sobre a obrigação de cidadão quanto ao pagamento da tarifa e como esse serviço impacta positivamente na sua qualidade de vida familiar.

A Bordados que Brotam, associação de mulheres bordadeiras de Varjada, também foi beneficiada com o apoio da CELPE, que patrocinou toda a impressão de folhetos e cartões de visita utilizados pelas artesãs para promoção de seu trabalho junto a antigos e novos clientes.

Habitat para a Humanidade Brasil espera, através da parceria, receber uma biblioteca, com cerca de 7000 títulos, para a nova escola da comunidade, cuja construção está prevista para começar em janeiro de 2008. Com a realização dessa obra, estima-se que haverá espaço suficiente para o novo equipamento social. Além disso, a parceria prevê negociações para a instalação de um centro de inclusão digital em Varjada em meados de 2008, mas esta ação ainda depende de outros parceiros para se concretizar.

Para saber mais informações sobre esta parceria, escreva para claudio@habitatbrasil.org.br

*A Tarifa Social é um benefício social criado pelo Governo Federal para facilitar o pagamento das contas de energia por família de baixo poder aquisitivo. O Programa, que é articulado com o Bolsa Família, concede descontos de até 65%, de acordo com a renda e o consumo energético da família.


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Comitiva de Habitat para a Humanidade reúne-se com líderes governamentais e religiosos no Brasil para negociar parcerias no Brasil

Em fevereiro de 2006, foi realizada em Porto Alegre a IX Assembléia do Conselho Mundial de Igrejas. Este encontro serviu como catalisador dos projetos no sul do país, em especial, do projeto 40 Dias de Solidariedade realizado durante a Quaresma de 2007. Esse projeto impulsionou o desejo de vários líderes locais e internacionais em tornarem-se parceiros de Habitat para a Humanidade Brasil em projetos que visam à transformação da comunidade por meio da construção de soluções habitacionais e da criação de espaços de referência para a geração de trabalho e renda.

Com o objetivo de fortalecer a participação das igrejas e prefeituras nos projetos, avançar com o desenvolvimento sustentável na RM de Porto Alegre e contribuir efetivamente com a captação de recursos humanos e financeiros para os projetos no sudeste e sul, Habitat para a Humanidade Brasil articulou encontros estratégicos de sua comitiva tanto em São Paulo como no Rio Grande do Sul, divididos durante a última semana de outubro.

Em São Paulo, as reuniões foram realizadas (i) com membros da Igreja Apostólica Armênia do Brasil, representada na ocasião pelo Padre Yesnig Guzelian e liderada pelo Arcebispo Datev Karibian; (ii) com o Sínodo Sudeste da Igreja Luterana, que contou com a presença do Pastor Frederico Ludwig em nome do Pastor Sinodal, Guilherme Lieven; (iii) e, por fim, com o Subprefeito do Itaim Paulista, Diógenes Sandim Martins e seus assessores, seguida de uma visita à comunidade.

No Rio Grande do Sul, a agenda foi mais intensa. O primeiro compromisso foi com o Presidente da Igreja Evangélica da Confissão Luterana no Brasil (IECLB), Dr Walter Altmann, com o Pastor Sinodal do Vale do Rio dos Sinos, Enos Heidemann, com o Pastor Sinodal do Centro Campanha Sul, Waldir NiloTrebien e com a Assessora de Projetos da Fundação Luterana de Diaconia, Ana Cristina Kirchheim. Posteriormente, o Prefeito da cidade de São Leopoldo, Ary Vanazzi, recebeu a comitiva de Habitat em seu Gabinete para avançar com os projetos em parceria nas cooperativas habitacionais Progresso e Bom Fim. A visita terminou com os encontros com representantes de alguns dos parceiros de Habitat no sul, como o Hospital Moinhos de Vento e a Rede Sinodal de Educação, além de visitas à comunidade da Vila Pinto e à Ilha Grande dos Marinheiros, ambas localizadas na RM de Porto Alegre.

Da comitiva de Habitat faziam parte a equipe internacional, composta pelo Diretor Internacional de Relações com Igrejas, Raafat Zaki, pelo Diretor de Global Church, José Luis Villasenor e pelo Bispo da Evangelical Luteran Church in America (ELCA), Garry Hansen. A equipe nacional da organização era formada pelo Diretor Executivo, Ademar de Oliveira Marques, pelo Gerente de Mobilização de Recursos, Antônio José, e pelo Coordenador Nacional de Relações com Igrejas.

Um dos principais resultados dessa articulação foi a pré-disposição acenada pela Igreja da Armênia em desenvolver projetos com Habitat no Brasil e, posteriormente, na Armênia. Além disso, foi assinado um convênio de cooperação entre ELCA, IECLB e HPH Brasil prevendo apoio com recursos humanos e financeiros para projetos no sul e sudeste do país, sobretudo para o 40 Dias de Solidariedade edição 2008, que será realizado na cidade do Guarujá, litoral de São Paulo.


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Projeto de Desenvolvimento Comunitário no nordeste brasileiro visa atender 41 famílias que sobrevivem com menos de 1 salário mínimo por mês

Foto por Michael Steiner

Na cidade de Horizonte, localizada no Estado do Ceará a 40 km da capital Fortaleza, 50 famílias que possuem orçamento familiar de cerca de 1 salário mínimo mensal estão sendo atendidas desde o mês de agosto por um projeto de desenvolvimento comunitário que irá ajudar diretamente 231 pessoas a conquistarem um lugar digno para viver. Uma iniciativa de Habitat para a Humanidade Brasil, em parceria com o Cearah Periferia, com a Prefeitura da cidade e com a Caixa Econômica Federal, o projeto consiste na construção, em sistema de mutirão, de 50 soluções habitacionais dignas, confortáveis e seguras na comunidade de Dourados e conta com recursos do Fundo de Crédito Rotativo Solidário de Habitat Brasil e subsídios do Governo Federal para ser financeiramente viabilizado.

A decisão de atuar em Horizonte visa contribuir para a redução do alto déficit habitacional (10,63% num universo de 43.507 habitantes de acordo com dados do IBGE/2005), agravado devido à urbanização acelerada às margens da BR-116 sem o devido planejamento. O projeto também tem o objetivo de incentivar a comunidade a exercer sua cidadania e exigir seus direitos e contempla famílias distribuídas em diversas localidades do município, sendo a maior concentração proveniente do bairro de Zumbi (34%) e do Centro (28%). Dentre elas, apenas 9 são naturais de Horizonte, sendo as demais oriundas de cidades vizinhas, que migraram em busca de postos de trabalho no atrativo pólo industrial da cidade, sua característica determinante do perfil habitacional.

Foto por Marcelo Inácio de Sousa

Com o intenso êxodo rural (83,23% da população hoje vive em áreas urbanas), essas famílias, na maioria das vezes, não têm recursos para adquirir uma residência própria, não conseguem pagar aluguel e acabam vivendo em regime de co-habitação ou sob precárias condições de moradia, expondo-se à vulnerabilidade social e gerando um inchaço urbano descontrolado. Quanto à situação sócio-econômica, cerca de 6% das famílias encontram-se abaixo da linha de pobreza (renda mensal familiar de menos de 01 salário mínimo). Mais da metade das famílias (82%) possui uma renda familiar mensal de 01 salário mínimo e apenas 10% possuem uma renda mensal de 02 salários mínimos. 60% das famílias são chefiadas pelas mulheres e, entre seus membros, 42% possuem apenas o ensino fundamental incompleto.

Para transformar essa realidade, Habitat para a Humanidade Brasil e seus parceiros irão promover a construção de 50 soluções habitacionais na comunidade de Dourados, estimulando as famílias a participarem de todas as fases do projeto para enxergarem a moradia como um dos fatores sociais que impacta diretamente na sua qualidade de vida, influenciando em questões de saúde, educação, lazer e segurança, por exemplo. Além disso, estão sendo planejadas as capacitações do curso de Alfabetização Financeira.

Entre 19 de agosto e 1º de setembro de 2007, o projeto recebeu a ajuda de um grupo de voluntários internacionais para auxiliar no processo construtivo das casas, pessoas comprometidas com a causa que viajaram por horas para ajudar essas famílias. O grupo era formado por 18 profissionais americanos das mais diferentes áreas (administração, construção civil, publicidade, contabilidade, artes cênicas, esportes, etc.), alguns deles tendo estudado juntos em Harvard. Durante o período que permaneceram no Brasil envolvidos com este projeto, tiveram a oportunidade de conhecer uma cultura diferente e vivenciar uma das mais incríveis experiências de convívio social e solidariedade. O segundo grupo de brigadistas, que chegou à cidade em 14 de outubro e ficou por 10 dias atuando no projeto, era formado por 8 funcionários ingleses da área de tecnologia da Schroders, uma empresa global de gestão de fundos, investimentos e recursos de terceiros. Ambos realizaram investiram recursos financeiros no projeto, além de dispor de seu trabalho voluntário.

Foram intensas semanas de trabalho, divididas em várias tarefas, desde carregar e peneirar areia até assentar tijolos, tudo com a orientação de um técnico social qualificado por HPH Brasil. Os grupos foram subdivididos em equipes menores para otimizar o tempo, as quais eram compostas pelos voluntários locais, pelos estrangeiros e pelos futuros proprietários. Ao todo, foram construídas 3 casas em sistema de mutirão, que só aguardam as instalações elétricas e hidráulicas, a pintura e a instalação das portas e janelas para estarem prontas.

As casas têm 42 m² (2 dormitórios, sala, cozinha, banheiro, área de serviço) e estão sendo construídas com a tecnologia tradicional predominante na região. O custo médio de uma casa é de R$ 14.000,00, já inclusos os custos diretos e indiretos. A Caixa Econômica Federal subsidia cerca de 74% desse valor e o sistema de microcrédito de Habitat para a Humanidade Brasil financia o valor restante à família, que poderá pagar esse valor em até 72 meses pelo, desde que a prestação não ultrapasse 20% do valor da renda familiar mensal. O montante mensal recebido pela organização será novamente depositado no Fundo de Crédito Rotativo para ser usado na construção de novas casas e continuar atendendo a população que necessita de uma moradia digna para viver. Habitat para a Humanidade Brasil já atua no Estado do Ceará desde 1995, tendo construído 618 casas nas cidades de Juazeiro do Norte, Milagres e Limoeiro do Norte.


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Foto por Prof. David Hanna

Projeto Jovens da Graduada em Ação

A idéia de desenvolver um trabalho com os alunos da Escola Graduada de São Paulo nasceu a partir da iniciativa do Professor David Hanna, que hoje ministra aulas de história no Ensino Médio da Escola Graduada. Seu contato com Habitat começou há cerca de 5 anos, quando ele atuou como voluntário em projetos da organização durante o tempo que morou no Japão. De volta ao Brasil, e já docente da Graduada, David Hanna procurou transmitir essa marcante experiência aos estudantes e demais professores da instituição através de um convite feito a Habitat para a Humanidade Brasil para realizar uma palestra informativa sobre sua atuação no território nacional. Essa ação atende diretamente a um dos principais objetivos da Escola, que é “buscar, por meio de seus conteúdos e das mais diversas atividades, uma formação consistente, voltada para o desenvolvimento do espírito ético e crítico dos seus jovens”.

Motivados pelo interesse dos estudantes e professores nos projetos de Habitat Brasil, o representante do Programa de Relações Estudantis da organização iniciou um processo de negociação do que viria a ser uma parceria de sucesso com a Escola Graduada de São Paulo, resultando no Projeto “Jovens da Graduada em Ação”. Assim, Habitat Brasil procurou alinhar seus objetivos de estimular a imaginação, energia e esperança dos jovens para envolvê-los de forma produtiva e responsável na construção de um habitat digno, com as expectativas da Escola Graduada, que possui em sua estrutura curricular um projeto social diferenciado que integra os estudantes em atividades sociais dinâmicas, responsáveis e solidárias. “Atuar em parceria com Habitat Brasil era uma oportunidade de favorecer o aprendizado de novas habilidades, o exercício da solidariedade, a partilha e aplicação de conhecimentos e habilidades em um projeto concreto”, disse o Prof. David Hanna.

Na primeira etapa do projeto, a principal meta foi o envolvimento de 45 estudantes do Ensino Médio na construção de soluções habitacionais em conjunto com famílias em necessidade de moradia no nordeste brasileiro. Em janeiro de 2007, o primeiro grupo de estudantes passou uma semana no Estado do Ceará, atuando voluntariamente em diversas atividades no canteiro de obras para ajudar 5 famílias residentes da cidade de Limoeiro do Norte a conquistarem um lugar digno para viverem.

A próxima fase do projeto será realizada na segunda semana de janeiro de 2008. Desta vez, uma nova equipe de estudantes está sendo selecionada para atuar na comunidade de Varjada, agreste Pernambucano, e sua interferência será um pouco mais audaciosa. Serão formadas cerca de 5 equipes com 10 a 15 pessoas, entre profissionais especializados, voluntários e famílias atendidas, que atuarão em conjunto no canteiro de obras com atividades escalonadas durante toda a semana de sua estadia. Para os estudantes, a responsabilidade é ainda maior, pois eles tiveram a iniciativa de querer ajudar na mobilização de recursos financeiros necessários não somente para a construção de 2 soluções habitacionais, como ocorreu este ano, mas também para 2 cisternas e para a ampliação e reforma da escola da comunidade.

Esta será a primeira vez em que Habitat para a Humanidade Brasil incluirá entre os componentes de seu projeto de desenvolvimento comunitário uma escola, graças ao apoio humano e financeiro dos jovens e professores da Escola Graduada de São Paulo. A Prefeitura de Passira será a responsável por providenciar mobiliário, funcionários, professores e gerir o equipamento social. Ao fim do projeto, espera-se firmar um convênio com a Escola Graduada para atuação de seus estudantes e docentes em projetos de Habitat Brasil durante os próximos três anos. Na comunidade, os resultados terão resultados bastante positivos: duas famílias vivendo em casas dignas, com segurança e qualidade; membros da comunidade mais motivados com a solidariedade dos estudantes; cinco famílias beneficiadas com o funcionamento das cisternas; e a instalação de um padrão de educação de qualidade na zona rural, que irá atender cerca de 150 crianças de todas as séries do ensino fundamental.


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Seminário Melhores Práticas da Produção Social do Habitat no Brasil

Será realizado nos dias 12, 13 e 14 de novembro no auditório do Centro de Ciências Sociais Aplicadas da Cidade Universitária da Universidade Federal de Pernambuco, em Recife, o Seminário: Melhores Práticas da Produção Social do Habitat no Brasil.

Iniciativa de Hábitat para la Humanidad América Latina e promovido por Habitat para a Humanidade Brasil e pelo Programa de Pós-graduação em Desenvolvimento Urbano da Universidade Federal de Pernambuco, o seminário tem como principal objetivo o fortalecimento e multiplicação de iniciativas de Produção Social do Habitat como estratégia de uma política consolidada de garantia do direito à moradia digna.

Ainda na pauta, o seminário contará com discussões sobre conceito e os fundamentos da Produção Social do Habitat como forma legitima e eficaz de assegurar o direito à moradia com dignidade e identificação de estratégias operacionais, métodos e instrumentos para a promoção e o apoio a ações de Produção Social do Habitat.

Haverá também análises e discussões de experiências recentes ou em andamento de Produção Social do visando identificar os desafios que devem ser equacionados e superados para garantir sua qualidade e multiplicação.

A idéia é de favorecer o conhecimento e dialogo interinstitucional para facilitar a constituição de parcerias eventuais ou permanentes. Serão apresentadas importantes experiências de comunidades populares, nos municípios do Grande Recife com sólidas perspectivas de vir a protagonizar processos de Produção Social do Habitat, sintetizando protagonismo e articulação interinstitucional.

Entre os palestrantes, estão representantes tanto de organismos nacionais, como o Fórum Estadual de Reforma Urbana, a Caixa Econômica Federal, a Secretaria de Cidades de Pernambuco (apoiadores do evento), como internacionais, a exemplo de Habitat International Coalition América Latina e Universidad do Chile / Instituto de la Vivienda.

Para mais informações sobre o evento e saber como efetuar a inscrição entre em contato com conexoesdesaberes@ufpe.br


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Bordados que Brotam é selecionado por Talentos do Brasil e Projeto Varjada está entre semifinalistas do Prêmio Caixa Melhores Práticas

Foto por Habitat para a Humanidade Brasil

O “Talentos do Brasil” é um projeto desenvolvido pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário em parceria com a Caixa Econômica Federal e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE). Criado com o objetivo de estruturar grupos de artesãos com base em processos da prospecção mercadológica e na autogestão, o projeto pretende proporcionar o fortalecimento dos atores locais, contribuindo para o desenvolvimento sustentável das comunidades.

Em 2007 e 2008, a execução do projeto considera dois eixos principais: gestão, focada na organização de grupos produtivos e viabilizando a profissionalização dos artesãos, e comercialização, que tem o propósito de implementar um plano de comunicação e marketing para garantir o escoamento da produção com regularidade. Por meio deste projeto governamental, as mulheres da comunidade de Varjada que fazem parte da Bordados que Brotam, projeto de geração de renda desenvolvido na região, receberão treinamentos e consultorias especializadas nas áreas de gestão, design e mercado e seu aproveitamento será acompanhado por representantes do Ministério.

Na última quinzena de outubro, foi anunciada também a seleção do Projeto Varjada entre os 20 semifinalistas que concorrem ao Prêmio Caixa Melhores Práticas. Ao total, foram 185 projetos concorrentes. Agora, Habitat para a Humanidade Brasil, os parceiros do projeto e, principalmente, os moradores da região o resultado com os 10 finalistas, previsto para ser anunciado ainda este ano. O Projeto Varjada trabalha simultaneamente 4 linhas de ação em busca do desenvolvimento integral da comunidade: abastecimento hídrico, construção de equipamentos sociais e soluções habitacionais, geração de renda e organização comunitária, com a metodologia de implementar o processo de formação educativa perpassando por todas estas etapas.

Para mais informações sobre o Projeto desenvolvido em Varjada entre em contato com claudio@habitatbrasil.org.br


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Habitat para a Humanidade Brasil desenvolve um projeto piloto com a tecnologia de tijolos ecológicos - Uma tecnologia 100% nacional.

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Foto por Tijoleco Tijolos Ecológicos

Matéria-prima básica da construção civil, o tijolo convencional vem se transformando em uma grande ameaça para o meio ambiente. Em tempos de aquecimento global, o tamanho do entulho gerado em uma obra e, sobretudo, a emissão de gases de efeito estufa, gerados a partir do cozimento dos tijolos em olaria, chama a atenção para as conseqüências desse processo de fabricação utilizado em larga escala no Brasil. Além disso, para cada milheiro de tijolo convencional, são necessárias 12 árvores ou 170 litros de óleo para abastecer os fornos. Assim, quanto mais tijolos, mais fumaça e, conseqüentemente, mais emissão de gases de efeito estufa.

Combinando pesquisa e criatividade, o professor do Programa de Engenharia Civil da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Francisco Casanova, que já pesquisava os tijolos de solo na Europa, recebeu incentivos de programas governamentais de pesquisa e desenvolvimento para instalar a primeira fábrica de tijolos de solo cimento do país. Com capacidade atual de cerca de 3.000 tijolos por dia, a produção já está totalmente adaptada às peculiaridades do solo brasileiro. O projeto também contou com o apoio da Prefeitura de Volta Redonda, Estado do Rio de Janeiro, onde a fábrica está funcionando desde 2004.

O tijolo de solo-cimento, popularmente conhecido como tijolo ecológico, tornou-se uma opção de produto ecologicamente correto e sustentável, sobretudo porque durante seu processo de fabricação não há desmatamento nem queima de carvão ou qualquer outro combustível que seja danoso ao meio ambiente. A receita é bem simples: partes proporcionais (mas não iguais) de cimento, do solo da própria fábrica, de preferência que seja rico em areia e argila, e de água. Os ingredientes são misturados em betoneiras ou equipamentos similares e depois prensados, já adquirindo sua forma final. Depois de 1 dia protegidos do sol, os tijolos são molhados e aguardam uma semana descansando até que sejam testados em laboratório para, finalmente, serem liberados para a utilização na obra. Para efeitos de comparação, o tijolo convencional demora entre 10 e 30 dias para ficar pronto, variando conforme o aumenta a umidade e diminui a temperatura ambiente.

O tijolo ecológico dispensa qualquer tipo de cozimento, reduz o desperdício nas obras, e pode ser produzido (em menos tempo) a partir do solo da própria fábrica. Com isso, resíduos tóxicos deixarão de ser lançados no meio ambiente, o que contribui para a preservação do planeta. A proteção ambiental é ainda maior se optar-se pelo uso do cimento feito do lixo industrial das indústrias químicas, metalúrgicas, siderúrgicas, mineradoras, pedreiras e galvanizadoras que polui o solo e os rios no entorno das mesmas.

Mas as suas vantagens não param por aí.

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Foto por Tijoleco Tijolos Ecológicos

O custo de uma obra que utiliza tijolos de solo cimento diminui, em média, 30% em relação às construções com tijolos cerâmicos, baianos, blocos de concreto ou concreto armado, sobretudo porque o sistema de encaixe facilita a montagem da parede, agiliza o processo e dispensa chapiscos, rebocos e argamassas de assentamento. Além disso, a existência de dois orifícios em sua superfície auxilia nas instalações de tubulações elétricas e hidráulicas concomitantemente, para que não seja necessário quebrar as paredes no final. Como o processo é inteiro a base de encaixe, tendo uma simples orientação técnica, qualquer pessoa, seja homem ou mulher, poderá erguer uma parede com segurança. Assim, como não é necessária a mão de obra qualificada, mais postos de trabalho podem ser gerados pela indústria da construção civil.

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Foto por Tijoleco Tijolos Ecológicos

Com a obra concluída, o fino acabamento ainda permite que os tijolos fiquem à mostra, não exigindo revestimento de gesso ou massa corrida e nem mesmo pintura ou texturas para esconder imperfeições. A casa pode ficar em vários tons de vermelho, bege, amarelo ou até branco, dependendo das propriedades do solo utilizado no processo de fabricação dos tijolos.

Cada vez mais essa tecnologia construtiva vem sendo adotada ao longo do território nacional. No Complexo Penitenciário de Bangu, por exemplo, localizado na zona Oeste do Rio de Janeiro, foi instada uma fábrica de tijolos ecológicos com o objetivo de gerar uma atividade produtiva, remunerada e sustentável para os detentos. Com isso, eles aprendem um ofício, ocupam o seu tempo e ainda reduzem suas penas como recompensa às horas trabalhadas. Os tijolos fabricados são utilizados para reformas e ampliações no próprio complexo e são os presos mesmos os responsáveis por toda a mão de obra utilizada na obra.

A utilização dos tijolos ecológicos por Habitat para a Humanidade Brasil faz parte de um projeto piloto para construção de 32 casas na cidade do Guarujá, litoral de São Paulo. . As soluções habitacionais irão atender famílias que recebem até dois salários mínimos mensais e serão construídas em um terreno doado pela Prefeitura da cidade. O principal objetivo é a construção de uma moradia digna com um padrão de habitabilidade que assegure a qualidade de vida para essas famílias com o menor custo possível e de um modo ambientalmente sustentável. “Após a implantação da primeira fase do projeto, em novembro deste ano, será feita uma análise de viabilidade para averiguar se outros projetos poderiam adotar a mesma tecnologia”, diz Andrea Holz Pftüzenreuter, Arquiteta e Coordenadora de Projetos da organização. Habitat para a Humanidade está constantemente em busca de alternativas que possam ajudar no processo de viabilização de “um mundo onde todos e todas vivam em um teto digno” (visão – HPH Brasil).

Para mais informações sobre o projeto escreva para andreapfutzenreuter@habitatbrasil.org.br

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Escritório Nacional - e-mail: habitat@habitatbrasil.org.br
Rua Monte Castelo 270, Boa Vista, Recife – PE - CEP 50050-310 - Tel.: 55 (81) 3221.3137

Escritório de Mobilização de Recursos - e-mail: partners@habitatbrasil.org.br
Rua Eça de Queiroz 346, Vila Mariana, São Paulo - SP - CEP 04011-031 - Tel.: 55 (11) 5084-6698