Subsídio habitacional para aquisição de unidades habitacionais: projeto piloto de HPH Brasil beneficia 13 famílias na RM Goiânia

Dona Zenilde Castro Pimentel, uma das selecionadas para receber o subsídio da CAIXA :: Foto por Habitat para a Humanidade Brasil

Habitat para a Humanidade (HPH) Brasil estabeleceu uma nova parceria na cidade de Abadia de Goiás, região metropolitana de Goiânia, através de um projeto piloto com a Caixa Econômica Federal para Aquisição de Unidade Habitacional Concluída. Esta modalidade faz parte do Conselho Curador do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (CCFGTS) nº 518, medida que versa sobre as várias possibilidades de acesso ao subsídio governamental destinado à habitação.

De acordo com essa modalidade, a Caixa poderá comprar imóveis novos ou usados de famílias que não participaram de nenhum programa federal de habitação e que tenham orçamento mensal de até 3 salários mínimos. O valor do subsídio, que pode chegar a até 80% do valor total da unidade habitacional, depende de uma análise sócio econômica da família solicitante e pode ser fornecido por meio de uma instituição organizadora que faça o requerimento e entregue à Caixa um dossiê com toda a documentação necessária.

O subsídio é acessado por operação coletiva de crédito (via Associações de Moradores, ONG´s, Cooperativas, etc.). Dessa maneira, é exigida uma caução da organização como contrapartida ao fornecimento do crédito, seja ela financeira ou em forma de bens e serviços economicamente mensuráveis. “O subsídio está disponível para que qualquer entidade organizada possa acessá-lo. Inclusive, há um prazo para que isso seja operacionalizado, se não, o recurso retorna para a União e é redirecionado para outra finalidade”, explica Neylon Faleiro, Coordenador de Projetos de HPH Brasil.

Foi um ano de negociação e análise de documentos desde a abertura do processo em julho de 2006, dois meses após o recebimento das chaves, até a aprovação do crédito às 13 famílias selecionadas. Porém, só foi possível que HPH Brasil se colocasse como a organização propositora porque todas essas famílias goianas fizeram parte de uma das etapas do Projeto Nova Abadia, patrocinado com recursos do Fundo Rotativo Solidário de HPH Brasil. As famílias puderam ter acesso às soluções habitacionais através da disponibilidade do microcrédito pela organização para financiamento total de suas moradias (no valor de R$ 13.000,00), participando do processo construtivo com todo o apoio técnico-social exigido.

A análise pela Caixa leva em consideração o cruzamento de dados dos proponentes, como idade, rendimentos, quantidade de pessoas no domicílio, despesas declaradas e capacidade de endividamento. Durante esse período em que as famílias aguardavam pelo resultado, elas continuaram morando em suas casas e pagando suas prestações mensais do microcrédito, que variam entre R$ 72,00 e R$ 110,00, com prazo estimado em 10 anos para quitação e entrega da escritura definitiva. O resultado com a aprovação do processo ocorreu em julho passado. Com isso, foram revistos os valores dos financiamentos em função do subsídio concedido a cada família, o que reduziu proporcionalmente o prazo final para pagamento das prestações.

Para HPH Brasil, o subsídio proporciona recebimento antecipado de parte do valor investido de modo a prover recursos suficientes para continuar ajudando outras famílias a terem uma moradia digna para viverem. Para a Caixa, representa o cumprimento das metas estabelecidas pelo Governo Federal de garantir a aplicação da verba disponível na finalidade a que se propõe. Para as famílias, o subsídio é uma maneira de ajudá-las a quitar o saldo devedor do microcrédito acessado. Além disso, elas já recebem a escritura definitiva do imóvel no ato da assinatura do contrato com a Caixa, que, por sua vez, passa a garantir o pagamento do valor complementar por meio da hipoteca.

No sábado, dia 28 de julho, foi realizada uma solenidade para compartilhar publicamente essa iniciativa. Estiveram presentes o Prefeito e alguns Vereadores de Abadia de Goiás, Deputados Estaduais, representantes da Caixa Econômica Federal, além de parceiros locais de HPH Brasil e outras famílias atendidas em projetos da organização. “Nós conseguimos realmente atingir o nosso objetivo, que era fazer o dinheiro chegar lá na ponta”, disse Jonatas Ferreira de Oliveira, Superintendente Regional da Caixa Econômica Federal em Goiás.

Neste mesmo encontro, houve a celebração de entrega de mais 16 soluções habitacionais que fazem parte do Projeto Nova Abadia, que, nesta fase, irá atender, no total, 50 famílias em necessidade de moradia digna no município de Abadia de Goiás.

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Foto por Habitat para a Humanidade Brasil

Projeto Varjada: desenvolvimento comunitário sustentável

VARJADA, conhecida como “a cidade do bordado”, é uma comunidade rural do Município de Passira, interior de Pernambuco, distante a 117 KM da capital Recife. A economia do município é de subsistência, dividindo-se entre o comércio local, a produção artesanal de bordados, a pecuária, a agricultura e atividades de extrativismo vegetal e silvicultura. As casas em Varjada, em sua maior parte, são taipa, cuja segurança da estrutura física é o maior problema. Sem reboco e sem acabamento, com frestas no telhado e nas paredes de barro, as casas acabam se tornando esconderijos de insetos, principalmente, o Triatoma, mais conhecido como barbeiro, o principal transmissor da Doença de Chagas.

Nesse cenário, 90 % das mulheres dedicam-se à arte de bordar para ajudar no precário orçamento doméstico que, na maioria das vezes, não atinge o equivalente a um salário mínimo por mês. Além disso, as mulheres de Varjada enfrentam uma realidade difícil também por viverem em uma zona rural com pouca infra-estrutura disponível, por serem não alfabetizadas em sua maioria, e por terem que, ao mesmo tempo, cuidar da vida doméstica e trabalhar na agricultura e no abastecimento de água local. Geralmente, elas precisam caminhar cerca de 3 km para coletar água da fonte mais próxima e retornar com os recipientes pesados debaixo de sol e muito calor.

Desde março de 2005, quando se deu início o processo de definição de necessidades prioritárias e articulação com as famílias, Habitat para a Humanidade Brasil vem realizando em conjunto com seus parceiros um projeto na região com o intuito de diminuir a situação de pobreza e melhorar as condições locais de moradia, higiene, saúde e economia. Para isso, vêm atuando desde então no desenvolvimento da comunidade através de projetos de construção de cisternas para captação de água das chuvas, construção de casas de alvenaria dignas, seguras e econômicas, programa de geração de renda através do aperfeiçoamento do bordado e de cursos de Alfabetização Financeira e programa de educação de jovens e adultos.

Até agora, o projeto já entregou 78 soluções habitacionais e 55 cisternas com capacidade total para 14 mil litros cada, beneficiando mais de 400 pessoas diretamente. Além disso, vem conseguindo realizar a inclusão sócio-econômica das mulheres bordadeiras da região através da qualificação profissional e formação de uma associação representativa local, oferecendo condições de melhoria do trabalho e comercialização e, com isso, melhoria nas suas condições de vida. O grupo já faz parte do Talentos do Brasil, projeto desenvolvido pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário em parceria com a Caixa Econômica Federal e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE). Criado com o objetivo de estruturar grupos de artesãos com base em processos da prospecção mercadológica e na autogestão, o projeto pretende proporcionar o fortalecimento dos atores locais, contribuindo para o desenvolvimento sustentável das comunidades.

Habitat também têm trabalhado para articular parceiros em prol das demais necessidades diagnosticadas pelos próprios moradores de Varjada, promovendo em conjunto a defesa de suas causas. Uma grade conquista é a construção de um posto de saúde, fruto da mobilização dos Governos Federal e Local. Estão sendo aplicados na obra os recursos do Ministério da Saúde e da Prefeitura de Passira, esta sendo a responsável pela obra e pelo funcionamento do posto. Durante a construção, foi empregada quase a totalidade de mão de obra local, contribuindo para a geração de emprego e renda para os próprios moradores. Com ritmo acelerado, estima-se a entrega do equipamento social no início de 2008. O posto terá capacidade para atendimento de cerca de 500 pessoas e irá beneficiar também as famílias que moram nas comunidades ao redor de Varjada.

Outra grande conquista do projeto é a construção de uma escola de ensino fundamental na comunidade, com padrão de educação de qualidade na zona rural e capacidade para receber cerca de 150 crianças de todas as séries do ensino fundamental. Esta é a primeira vez em que Habitat para a Humanidade Brasil inclui entre os componentes de seu projeto de desenvolvimento comunitário uma escola, graças ao apoio humano e financeiro dos jovens e professores da Escola Graduada de São Paulo e à Prefeitura de Passira, que será a responsável por providenciar mobiliário, funcionários, professores e gerir o equipamento social.

Acompanhe também os avanços com os projetos de geração de renda e construção na comunidade neste último bimestre:

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Foto por Habitat para a Humanidade Brasil

“Bordados que Brotam” ajuda a melhorar as condições de vida na comunidade de Varjada

A Bordados que Brotam é a associação formada pelas mulheres bordadeiras residentes da comunidade rural de Varjada, município de Passira, interior de Pernambuco, e cujas famílias foram ou estão sendo atendidas pelo programa de construção de casas e cisternas de Habitat para a Humanidade Brasil. São cerca de 80 mulheres que, em sua maioria, declaram ter experiência de mais de 10 anos em bordado nos mais diversos tecidos. Sua produção artesanal valoriza a cultura do bordado da região e, além disso, o valor obtido com a venda das peças complementa o orçamento mensal familiar que para a grande maioria é inferior a 1 salário mínimo. Além disso, o fato de estarem organizadas em uma associação assegura a inclusão sócio-econômica das bordadeiras num processo justo de mercado.

A arte de bordar exige uma técnica especial para que os produtos tenham qualidade suficiente para comercialização. Desse modo, as mulheres passaram a reunir-se semanalmente com o intuito de trocar experiências e participar de treinamentos e capacitações nas mais diversas áreas temáticas, tais como: promoção de organização do grupo, fortalecimento institucional, promoção de produtos e processos produtivos e fomento à comercialização e participação política. Tais oficinas são operacionalizadas através do Programa de Desenvolvimento Econômico Justo chamado “Comercio Solidário”, que faz parte do “Projeto de Geração de Trabalho e Renda” implementado pela Visão Mundial – Brasil. A VMB, que atua em mais de 100 paises e desenvolve trabalhos no Brasil desde 1975 em comunidades empobrecidas, tem como principio assegurar processos de desenvolvimento transformador que sejam baseados na comunidade.

Além de incentivar as comunidades a venderem diretamente sua produção, a VMB é uma das parceiras da Ética - Comércio Solidário, empresa que comercializa produtos das comunidades para os mercados interno e externo, seguindo os princípios do comercio ético justo e solidário, sem objetivar lucro. É através da Ética que são feitas prospecções e negociações para escoamento da produção. “O diagnóstico feito na comunidade apontou que 51% das famílias têm renda mensal inferior a R$190,00 (Cento noventa reais) e a expectativa é que através de encomendas de produtos esta renda seja elevada e que as artesãs envolvidas alcancem uma receita media mensal almejada compatível com o salário mínimo”, explica Moisés Lima, Coordenador Geral de Projetos do Programa de Desenvolvimento Econômico Justo no Brasil.

A primeira grande oportunidade de exposição foi durante a VIII Fenneart – Feira Nacional de Negócios de Pernambuco, realizada de 06 a 15 de Julho no Centro de Convenções de Pernambuco. A Bordados que Brotam recebeu a doação de um stand do Pró Rural, unidade técnica gerenciadora de projetos da Secretaria de Planejamento e Gestão do Governo de Pernambuco, que trabalha pela melhoria das condições de vida de quem vive na zona rural do Estado.

Durante o período que esteve na feira, de 10 a 15 de julho, a associação arrecadou cerca de R$ 3.500,00 com a venda de suas peças para compradores nacionais e internacionais e garantiram uma divulgação intensa de seu trabalho, além de aprender bastante com as negociações. Parte deste recurso será destinada a formar o capital social da associação e compor os processos de tesouraria e administração.

Atualmente, as igrejas locais cedem à Bordados que Brotam os espaços para realização de reuniões e oficinas. Porém, a Prefeitura de Passira já doou à comunidade de um terreno com 6.000 m² e as alianças para a construção da sede da associação nesta localidade já foram iniciadas. Há ainda a previsão de instalação de outros equipamentos sociais, como posto de saúde, escola, centro social de convivência e um moinho. O Governo local, Habitat para a Humanidade Brasil e Caixa Econômica Federal são os principais articuladores dessas negociações.

Através da abordagem da economia solidária e do comprometimento de parceiros mobilizados pelo projeto de Habitat para a Humanidade Brasil, está sendo proporcionado o desenvolvimento protagônico desta comunidade que está aprendendo a lutar pela sua cidadania e exercer seus direitos para melhoria de sua qualidade de vida. A economia solidária tem sido apontada como uma alternativa inovadora e eficaz de criação de postos de trabalho e geração de renda no Brasil. A falta de moradia digna é um dos componentes do habitat digno e hoje HPH Brasil atua com diversos parceiros no combate à pobreza na região.

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Foto por Antonio Prais

Grupo de Voluntários da Ilha das Bermudas forma a maior brigada internacional da história de HPH Brasil

Trinta e cinco membros da Bermudas Overseas Mission (BOM) estiveram no Brasil no mês de julho para apoiar pela primeira vez a missão de Habitat para a Humanidade (HPH) neste país. O BOM é uma organização não governamental bermudense criada em 2006 com o objetivo de apoiar o trabalho de HPH ao redor do mundo, promover o trabalho voluntário, diminuir o custo das casas, proporcionar o intercâmbio cultural em diferentes países e arrecadar recursos para a causa do direito à moradia digna para todos. O primeiro país a receber seu apoio foi Romênia, em 2006 e este ano, além do Brasil, os bermudenses também estão envolvidos com HPH na Índia, seguindo para lá no mês de setembro.

David M. Thompson, fundador da BOM, é pastor presbiteriano e credenciado há 5 anos em HPH Internacional para liderar grupos de voluntários estrangeiros que atuam em projetos da organização ao redor do mundo. A escolha por atuar no Brasil este ano foi motivada pelo crescente interesse de seu grupo na América do Sul e, com essa decisão tomada, chegar à Varjada foi algo que levou em conta dois pontos principais: o fato de ser uma comunidade que nunca havia recebido um grupo internacional e por ser uma das regiões mais remotas do país que realmente precisa de ajuda. “Em contraste com as cidades, Vajarda é uma comunidade que aglomera 100% de pessoas pobres. Nas cidades, você pode ver a diversidade entre ricos e pobres, mas isso não acontece em Varjada. Há um pano de fundo comum – a pobreza”, diz Thompson.

Assim que chegaram ao país, já no Estado de Pernambuco, houve um momento de descontração e turismo, com direito a visita às famosas águas termais da região. No dia 23 de julho, primeiro dia de trabalho, os voluntários foram surpreendidos com uma calorosa cerimônia de acolhida na sede da Igreja Metodista da comunidade de Varjada. Estavam presentes o Diretor Nacional de HPH Brasil, membros da Bordados que Brotam, representantes das instituições parceiras do projeto e o Comandante Geral da Polícia Militar de Pernambuco, que aproveitou o momento para manifestar grande interesse em estabelecer um futuro convênio de integração entre a PM e HPH Brasil.

O grupo era bastante heterogêneo, entre bermudenses, americanos, ingleses e canadenses, sendo a maioria estudantes entre 18 e 25 anos. Havia também aposentados, empresários, donas de casa, e até um policial. Dentre eles, apenas 15 estavam participando pela primeira vez deste programa, mas nenhum deles havia antes construído em uma zona rural. Todos consideram a experiência incrível e o que lhes chamou mais a atenção foi a simplicidade e a timidez dos moradores da comunidade. “A gente fica muito feliz com a ajuda dessas pessoas, né. Assim vai ser mais rápido e logo, logo, com a nova casa pronta vai ter mais espaço pra receber a família porque antes mal cabia a gente e dava vergonha. Que Deus abençoe a todos eles que vieram de longe para construir aqui.”, diz D. Eliane Maria da Silva, mãe de 4 filhos que conta com a ajuda do Bolsa Família para sobreviver.

A BOM arrecadou cerca de 30 mil dólares para o projeto e ainda doou roupas novas, livros e brinquedos para a igreja local e para um orfanato da cidade de Limoeiro, onde estavam hospedados. Durante o período que ficaram no país, de 23 de julho a 03 de agosto, construíram 4 casas que estão em fase de acabamento da parte elétrica, hidráulica e pintura para serem entregues às famílias proprietárias logo no início do mês de setembro. Eles também auxiliaram na construção de 2 cisternas de 14 mil litros cada e na demolição de 3 casas inadequadas e, ao ver o resultado de sua ajuda, ficaram emocionados por poder ajudar a devolver a esperança a essas famílias até então acostumadas a viver precariamente.

Este foi o maior grupo internacional de voluntários que a organização já recebeu no Brasil e, ao mesmo tempo, a primeira vez que uma brigada é levada para uma comunidade rural. Todos os participantes da BOM manifestaram interesse em retornar ao Brasil no ano que vem e já começam a avaliar qual será seu destino da próxima vez.


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Prof. Luis de La Mora

Habitat para a Humanidade Brasil e Universidade Federal de Pernambuco realizam parceria para o projeto Melhores Práticas da Produção Social do Habitat no Brasil
Por Prof. Luis de La Mora

O Seminário Internacional sobre Produção Social do Habitat realizado em São Paulo, em Novembro de 2006 por iniciativa de Habitat para a Humanidade (HPH) Brasil representou um importante estímulo à busca de alternativas organizacionais para superar a precariedade das condições de habitabilidade que sofrem grandes contingentes populacionais em todos os países da América Latina.

O discurso de Abertura, proferido pela brilhante pesquisadora e professora Erminia Maricato, assim como a Carta de São Paulo, aprovada pelos participantes no encerramento do seminário, enfatizaram a necessidade de promover uma ampla difusão e mobilização social, bem como a articulação inter-setorial de governos, empresas, organizações e movimentos da sociedade civil a fim de multiplicar o porte das iniciativas que vêm acontecendo de forma isolada pelo continente, além de conferir-lhe o status de política pública, reconhecida e apoiada pelos programas governamentais e não governamentais de financiamento e apoio técnico.

Nesse sentido, HPH Brasil, no intuito de identificar as condições sociais, culturais, organizacionais e institucionais mais favoráveis para o sucesso das iniciativas de Produção Sociais do Habitat, lançou o projeto piloto “Melhores Práticas” no México, Colômbia e Brasil.

A experiência de mais de trinta anos da Universidade Federal de Pernambuco, através do programa de Mestrado e Doutorado em Desenvolvimento Urbano - MDU, realizando pesquisas e formando cientistas e técnicos que atuam nos mais diversos setores para compreender e intervir na resolução dos problemas urbanos, a credenciaram colaborar com HPH na implementação do projeto piloto no Brasil, contando com o apoio operacional de estudantes do Programa Conexões de Saberes: diálogos da universidade com as comunidades populares, da mesma universidade que participam das atividades de pesquisa.

Assim, com o apoio de HPH Brasil e de outros parceiros importantes, foi criada pelo MDU a disciplina de Tópicos Avançados de Gestão Urbana: Produção Social do Habitat. Seus principais propósitos são: criar a massa crítica, nivelar o entendimento do que venha a ser especificamente a Produção Social do Habitat e, principalmente, mobilizar parceiros e identificar coletivamente as melhores estratégias operacionais, para o fomento e apoio de programas inovadores na linha da PSH que venham a ser promovidos pelas comunidades identificadas como capazes de protagonizá-los.

Participam da disciplina seis mestrandos, uma doutoranda e mais de trinta profissionais que atuam em projetos de regularização fundiária, urbanização de assentamentos precários, construção ou reforma de habitações, vinculados à órgãos públicos como governo do estado, prefeituras, Caixa Econômica Federal; ONGs e movimentos sociais filiados ao Fórum Estadual de Reforma Urbana; técnicos de empresas construtoras, além de estudantes ligados ao programa Conexões de Saberes.

Os eixos temáticos da disciplina foram: a) conceito, fundamentos e estratégias da Produção Social do Habitat; b) conceito de habitabilidade e suas diversas dimensões que exigem uma abordagem interdisciplinar; c) A participação social e a articulação institucional como estratégias fundamentais da Produção Social do Habitat; d) Políticas, programas e projetos institucionais para regularização fundiária, urbanização de assentamentos e habitação; e) Dimensões urbanísticas, arquitetônicas e construtivas da Produção Social do Habitat.

Ao longo de 15 semanas, os participantes da disciplina construíram coletivamente um arcabouço teórico sobre o conceito da Produção Social do Habitat, os seus princípios fundamentais, e principalmente as suas características essenciais que devem ser preservadas e as estratégias que devam se adotadas em toda iniciativa que pretenda produzir o habitat através do protagonismo dos moradores e da sólida articulação institucional que preserve a autonomia da iniciativa.

Ao lado desta dimensão teórica – conceitual embasadora de estratégias adequadas, os participantes da disciplina realizaram pesquisas de campo interagindo com a equipe de pesquisadores para identificar assentamentos com precárias condições de habitabilidade e, ao mesmo tempo, suficientemente aptas a protagonizarem programas em parceria com diversos setores, utilizando os programas públicos existentes nos municípios.

Na conclusão da disciplina que coincide com o fim da fase de pesquisa inicial do projeto piloto, será realizado um Seminário, nos dias 3, 4 e 5 de outubro de 2007 para apresentação aos dirigentes dos órgãos públicos, ONGs e movimentos que atuam na área metropolitana do Recife. Serão compartilhados os resultados da pesquisa e conclusões da disciplina identificando as áreas com piores condições de habitabilidade, nas quais as comunidades dotadas de uma sólida base de gestão democrática e ampla rede de articulação institucional poderiam vir a ser incentivadas a iniciar projetos piloto de produção social do habitat, com o apoio dos membros das organizações e instituições adotando as estratégias fundamentadas nos aprendizados obtidos na disciplina.

Após o seminário, durante a fase de elaboração participativa e articulada de projetos piloto de Produção Social do Habitat nos municípios selecionados, uma nova disciplina será criada para dar continuidade ao diálogo mutuamente enriquecedor entre a prática e a reflexão, na expectativa de que venha orientar e fortalecer a ação.

Prof. Luis de la Mora

Doutor em Sociologia pela Universidade de Paris, Sorbonne, França; Diplomado em Urbanismo e Organização do Espaço pelo Instituto de Urbanismo de Paris; Mestre em Sociologia pela Universidade Católica de Louvain, Bélgica; Mestre em Promoção do Desenvolvimento, Especialista em Planejamento, pela Universidade Estatal de Antuerpia, Bélgica. Mestre em Filosofia pela Universidade Gregoriana de Roma. Professor e pesquisador do Programa de Pós-graduação em Desenvolvimento Urbano da Universidade Federal de Pernambuco, Coordenador Geral do Programa Conexões de Saberes: diálogos entre a universidade e comunidades populares; Consultor do Governo de Angola para reestruturação das políticas de re-inserção social, com apoio do UNICEF; Colaborador de Habitat para a Humanidade Brasil, membro da Assembléia Geral de HPH Brasil desde 2006. E-mail: luis_de_la_mora@hotmail.com


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HPH Brasil participa do 13º Grito dos (as) Excluídos (as)

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No próximo dia 07 de Setembro, igrejas e movimentos sociais estão se mobilizando para dar seu 13º Grito dos(as) excluídos(as), democracia participativa que nasceu no Brasil em 1995 como continuidade do dabate das semanas sociais e da campanha da fraternidade deste ano que teve como tema os excluídos.

“A data 7 de setembro, dia da independência, foi escolhida como marco das manifestações por todo o território nacional, por entendermos que o Brasil não é um país independente, pois ser independente significa exercer sua soberania e proporcionar à sua população trabalho, educação e saúde de qualidade para todos." (trecho retirado do projeto do Grito em Recife, do Fórum Dom Helder Câmara).

Este ano o tema o Grito será "Isto não Vale!! Queremos participação no destino da nação". E o que queremos neste dia é "refletir sobre o que vale, o que tem valor e o que não vale, que não tem valor para a construção de um projeto popular para o Brasil".

O grande desafio desta articulação é construir em conjunto, de forma articulada, o plebiscito pela anulação do leilão da companhia Vale do Rio Doce. Neste ato vale o protagonismo popular, vale os grupos de base discutindo seus problemas em busca de soluções, vale a alegria de poder se posicionar e gritar por dias melhores.

Habitat para a Humanidade Brasil estará neste Grito. Desejamos participar deste momento nos juntando a nossos parceiros e articulando as famílias que atuam conosco para que possam também entender a importância deste momento e estar neste dia dando seu grito de que não vale, na sociedade justa, não ter uma casa digna para morar.

Convidamos a todos e todas para se articularem, se juntarem aos grupos, prepararem um grupo representativo e nos acompanhar nas ruas com cartazes e faixas. É muito importante estar presente neste dia para também levar o tema da moradia inadequada como algo que não vale para nossa sociedade.

Que todos e todas possam sentir-se motivados (as) a estar nesta grande mobilização da sociedade brasileira.

Para obter mais informações, escreva para noticias@habitatbrasil.org.br

 

Dia Mundial de Oração pela Moradia

Habitat para a Humanidade Brasil convida a todos e todas para a celebração do Dia Mundial da Oração pela Moradia, que é comemorado anualmente no terceiro domingo de setembro. Acreditamos que essa é mais uma grande oportunidade para a inclusão de mais pessoas na defesa da causa do habitat digno e seguro, contribuindo com a visibilidade de um problema que atinge cerca de 7,2 milhões de famílias em nosso país. A falta de saneamento, de água encanada e de coleta de lixo, além de propriedades irregulares, são algumas das questões mais relevantes que enfrenta grande parte dessa população.

Oferecemos espaços para que lideranças religiosas, colaboradores, famílias atendidas em nossos projetos, voluntários e funcionários participem conosco. Seguem abaixo algumas sugestões:

· Realizar um mutirão de construção de uma solução habitacional;
· Convidar líderes religiosos e colaboradores para participar de uma reflexão ecumênica;
· Promover encontros para debater temas relacionados ao habitat digno e seguro.

Envolva-se nessa corrente de oração!


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CEO de Habitat para a Humanidade Internacional visita o Brasil

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Jonathan Reckford, CEO de Habitat para Humanidade Internacional (HPHI) esteve no Brasil nos dias 20 e 21 de agosto para conhecer o a equipe do programa nacional e ver de perto um dos projetos de desenvolvimento comunitário mais bem sucedidos da América Latina – Varjada, promovido no município de Passira, interior de Pernambuco. Reckford também aproveitou a visita para reunir-se com alguns parceiros institucionais de HPH Brasil e assinar acordos de cooperação. O CEO de HPHI viaja acompanhado de Kip Scheidler, seu Diretor Geral de Apoio, e de Torre Nelson, Vice-Presidente de HPH para América Latina e Caribe, contando com apoio e participação do Diretor Nacional de HPH Brasil, Ademar de Oliveira Marques, em todos os momentos de sua estada.

No dia 20, a comitiva esteve na cidade do Rio de Janeiro. Durante a manhã, participaram de um encontro com os membros do Conselho Diretivo Nacional de HPH Brasil. Também estiveram presentes Marcos Bicudo, Presidente na Amanco no Brasil, Regina Ferreira, Diretora Executiva do Fórum Nacional de Reforma Urbana e dois representantes da ONG Visão Mundial, Sueli Catarina, Assessora Chefe de Desenvolvimento Transformador, e Eduardo Nunes, Diretor Adjunto da organização.

Nesta reunião, Reckford teve a oportunidade de falar sobre os principais pontos do plano estratégico de HFHI, abrindo, em seguida, espaço para um diálogo com os participantes sobre a problemática do acesso à moradia digna no país. O enceramento desta reunião foi marcado pela assinatura de um termo de cooperação entre Habitat para a Humanidade e Visão Mundial em favor do desenvolvimento comunitário integral no Brasil incluindo a questão da moradia. Foram signatários do termo Jonathan Reckford (Habitat) e Eduardo Nunes (Visão Mundial).

Na parte da tarde, a comitiva seguiu para a sede latino-americana da UN-Habitat, Programa de Assentamentos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU). Reckford assinou um termo de cooperação, desta vez com este importante órgão da ONU para uma parceria de atuação em conjunto na América Latina em prol da causa. Erik Vittrup, Oficial Principal em Assentamentos Humanos, foi signatário juntamente com o CEO de HPHI. O dia terminou com uma visita cortesia à empresa de energia EL Paso, em reconhecimento ao apoio e trabalho prestado à HPH no Brasil.

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Jonathan Reckford com as meninas Vitória e Micaeli na comunidade de Varjada :: foto por Antonio Henrique

No dia seguinte, já no estado de Pernambuco, Jonathan Reckford, Kip Scheidler, Torre Nelson e Ademar Marques foram à comunidade de Varjada, distante 112 km da capital Recife. Ciceroneados pelo Coordenador do Projeto, Claudio Braga, o grupo esteve com algumas das famílias atendidas e os representantes internacionais da organização tiveram a oportunidade de compreender a dimensão e a importância da transformação social naquela região e os impactos da melhoria de vida no dia-a-dia dessas pessoas. Em seguida, de volta à capital, Reckford conheceu a equipe na sede nacional de HPH, aproveitando para agradecer seu comprometimento com a organização.

Mesmo com a agenda apertada, ainda houve tempo para uma audiência com Humberto Campos, Secretário Estadual de Cidades do Governo de Pernambuco, no qual foi firmado um protocolo de intenções para que Habitat forneça seu expertise em habitação social dentro do Programa Minha Casa, um dos principais programas incluídos na política habitacional do governo estadual. O Programa prevê a construção de 20 mil unidades populares até junho de 2008. O dia terminou com uma visita nas obras do Centro Público de Economia Popular e Solidária nas comunidades de Caranguejo e Tabaiares. Djalma Paes, Secretário de Ciência, Tecnologia e Desenvolvimento Econômico do Recife esteve lá para receber o CEO de HPHI.

Esta foi a primeira visita de Reckford ao Brasil. "O que temos visto no trabalho de Habitat é que ele funciona porque há a união entre as pessoas, que as pessoas se mobilizam. Sabemos que esse é um trabalho que nenhum de nós, sozinho, poderia realizar. Sinto uma grande alegria pela forma como todos conseguiram e continuam conseguindo melhorar as suas vidas. Ouvir estas histórias, e compartilhá-las, me ajuda muito. E me dá a sensação que eu sou privilegiado. Em qualquer lugar do mundo que eu vá, as casas parecem diferentes, por seus materiais, o rosto das crianças parecem diferentes, em cada país, em cada lugar, mas eu sinto a mesma sensação de comunidade", disse ele, diante da comunidade de Varjada.

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Jonathan Reckford :: Foto por Steffan Hacker

Biografia
Jonathan T. M. Reckford, Chief Executive Officer de Habitat para a Humanidade Internacional

Com uma experiência profissional vasta, que vai desde Wall Street até líder de uma comunidade religiosa local, Jonathan T.M. Reckford imprime em seu cargo de CEO de HPHI uma grande paixão por servir àqueles que necessitam, além de demonstrar as habilidades requeridas para conduzir de modo eficaz uma organização não governamental internacional.

Nascido no Estado de Carolina do Norte, nos Estados Unidos, Reckford é formado em Ciências Políticas pela North Carolina University e possui MBA em Gestão Pública pela Stanford University Graduate School of Business. Iniciou sua carreira em 1984 como analista financeiro em Nova York e trabalhava com prazer cerca de 80 horas por semana. Apesar de sua motivação com uma profissão que ele achava estimulante, descobriu dois anos mais tarde que atuar em bancos de investimento não era exatamente a carreira adequada para ele. Talvez, nos conta, “a decisão tenha a ver com o fato de viver em Times Square e cruzar todos os dias com moradores de rua no caminho para o metrô".

A partir daí, ficou sem saber ao certo qual deveria ser seu próximo passo na carreira profissional. Se lembrava, ao mesmo tempo, do pano de fundo das grandes negociações que fechava durante sua atuação no mundo corporativo em contraponto com as lições aprendidas crescendo em uma família envolvida com trabalhos sociais por justiça e direitos à cidadania. Seus pais eram ativistas da luta pelos direitos civis na Carolina do Norte e sua avó, integrante do Congresso de News Jersey, muito conhecida pelo comprometimento com questões de justiça e direitos humanos.

Foi então que Reckford inscreveu-se em um programa de bolsas de estudos que dava a oportunidade de futuros líderes poderem viver e trabalhar por um ano na Ásia. Como bolsista, ele trabalhou para o Comitê de Organização Olímpico para os jogos de 1988 em Seul, na Coréia. Aliás, já sendo experiente em remo para competição, Reckford foi também convidado para ser o técnico da seleção coreana olímpica de remo.

Foi durante aquele ano que sua jornada de fé começou. Ele começou a reunir-se semanalmente com um amigo para explorar profundamente questões de fé. Eles passaram o ano, explica Reckford, “passeando pela Bíblia”, uma abordagem que o levou à decisão de iniciar seu relacionamento pessoal com Jesus Cristo. “Isto aconteceu em março de 1987”, ele diz, “e daí por diante nada mais foi igual”.

No encerramento de suas obrigações olímpicas, Reckford voltou aos Estados Unidos para ampliar sua formação acadêmica através de um MBA. Enquanto ele estava aprimorando seus conhecimentos com o objetivo de ser bem sucedido no mundo corporativo, um de seus professores chamou sua atenção ao observar que as mesmas habilidades que iriam torná-lo um sucesso no mundo lucrativo também eram desesperadamente necessárias no terceiro setor.

Com essa idéia fermentando em sua mente e diploma na mão, Reckford resolveu desenvolver sua experiência no mercado de negócios com a meta de “algum dia” usá-la na arena não governamental. Sua meta imediata, porém, era conseguir um emprego em Washington, onde sua futura noiva Ashley estudava Direito. Sua busca o levou até o Grupo Marriott, numa posição de Gerente de Estratégias e Desenvolvimento de Negócios.

Posteriormente, Reckford ingressou na Walt Disney Corporation, em Orlando, Flórida, onde atuou em diversos cargos gerenciais e executivos de 1991-95. Em 1995, ele tornou-se Vice Presidente da Circuit City, uma das líderes americanas em venda de eletroeletrônicos, recebendo, dois anos mais tarde, uma promoção para Vice Presidente Sênior de Planejamento Corporativo e Comunicações. Em 1999, ele foi convidado para tornar-se Presidente da Musicland, liderando 1.330 lojas e garantindo lucros recorde para a companhia. Com a compra da Musicland pela Best Buy em 2001, Reckford ajudou a liderar a empresa durante o processo de integração mas foi nesse momento que começou a pensar que talvez já fosse hora de levar sua experiência para o segmento sem fins lucrativos.

Ativo em todas as comunidades religiosas locais onde viveu, Reckford também descobriu uma vocação ajudando a capacitar os pastores para lidar com a gestão da igreja. Assim, em 2003, naturalmente, o trabalho voluntário deu lugar a um ministério integral e Reckford passou a ser um pastor executivo de uma igreja com 4.300 membros.

Cada vez mais ele gostava mais de fazer aquele trabalho, “Deus aparece nas horas mais inesperadas e nos surpreende”, ele diz. Desta vez a surpresa era uma ligação informando a ele que Habitat estava em busca de um CEO. Sendo um admirador de longa data do trabalho de Habitat em ajudar famílias de baixa renda a construírem e comprarem suas casas, Reckford acreditou que a organização estava de acordo com suas crenças e seus valores pessoais e que sua carreira de negócios havia lhe dado as habilidades necessárias para liderar uma organização sem fins lucrativos com excelência.

Ele foi eleito Chief Executive Officer com uninimidade pelo corpo diretivo de Habitat para a Humanidade Internacional em agosto de 2005. Envolvido com a causa da organização, escreveu um livro chamado “Creating a Habitat for Humanity: No Hands but Yours”, que explora a necessidade por moradias decentes e acessíveis no mundo e a idéia de um chamado pessoal para a ação. A transformação de indivíduos, famílias e comunidades também são temas abordados no livro. Para saber mais sobre essa publicação, acesse www.creatingahabitat.org. Atualmente, Reckford mora em Atlanta, estado da Geórgia, Estados Unidos, com sua esposa Ashley e seus filhos Alexander, Grace e Lily.

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