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Porque no Guarujá

Guarujá é uma cidade turística dotada de uma das mais belas paisagens do litoral paulista. Porém, com o aumento acelerado do número de moradias inadequadas na região, a qualidade de vida de muitas famílias começou a ser colocada em risco. Atualmente, o déficit habitacional total é de 10 mil unidades, o que equivale a 8% da população residente na cidade.

Hoje, a grande maioria dessas pessoas possui um rendimento mensal de até dois salários mínimos, provenientes, em sua maioria, de atividades sazonais realizados durante finais de semana e temporada de verão, como serviços gerais (pedreiros, encanadores, eletricistas, etc.) para os homens, diaristas para as mulheres e comércio ambulante para ambos.

Muitos moram em áreas insalubres, margeando córregos, ribanceiras e áreas de encostas de morros, e, conseqüentemente, além de terem sua própria saúde e bem estar prejudicados, trazem sérios danos para o meio ambiente. A situação é ainda pior para algumas famílias que estavam assentadas à beira do rio Acaraú: suas casas eram de madeira, feitas de um modo muito simples e frágil, tendo sido completamente destruídas após longos períodos de chuvas e enchentes. A correnteza aos poucos carregou partes da construção, palafitas de cerca 35m2, com apenas 1 cômodo, que abrigavam até 10 pessoas neste mesmo espaço. Por conta disso, essas famílias estão temporariamente vivendo em locações sociais.